Deep Blue Sea

Posted by vanhomrigh | Posted in News | Posted on 28-11-2007

0

Propaganda básica: gente, esse jogo foi desenvolvido por um amigo do Jens e eu tive a sorte de fazer parte da equipe de testadores. Totalmente viciante! Confiram o site, experimentem e comprem, vale a pena: Deep Blue Sea.

Deep Blue Sea Deep Blue Sea

Viagem no tempo

Posted by vanhomrigh | Posted in Cotidiano | Posted on 28-11-2007

0

Um dia desses eu ouvi tocar na rua a música “Give Peace a Chance”, do John Lennon. Amei lembrar não apenas da canção, mas também de quando eu tinha 12 anos e ia para a casa da minha amiga Carol ficar ouvindo música e lanchando pipoca (lembra que a gente dançava loucamente no começo da música, Carol? Tô rindo muito!). A vida era assim: ir para a escola de manhã e fazer o que quiser à tarde, bom demais. Então nós nos encontrávamos para ouvir música e ficar viajando nas idéias, jurando que éramos as pessoas mais legais do mundo.

A banda que nos uniu de verdade foi a do NKOTB (escrevo só a sigla para não pagar tanto mico, psiiiiii), mas para nossa sorte, a Carol tinha um irmão mais velho que era o máximo e só ouvia música boa. Então, além de New Kids, a gente ouvia Legião, Elis Regina, Queen, muito Beatles e por aí vai.

Eu e a Carol tivemos uma adolescência com todos os clichês a que duas amigas têm direito: fomos fanáticas por uma boy band, ficamos fanáticas uma pela outra, saímos com roupas iguais, gostamos do mesmo menino, tivemos codinomes de poeta, escrevemos na agenda todos os dias e brigamos loucamente, sempre para fazer as pazes num drama sem fim (- Amiga, te amo! – Desculpa, eu também! – Buááá!). E foi a Carol quem me mostrou a música que eu vou postar hoje, que é linda demais: Lady Jane, dos Rolling Stones.

Caroca, essa é para aquecer o sol.

Beijo.

Ensaio Sobre a Cegueira

Posted by vanhomrigh | Posted in News | Posted on 01-10-2007

0

Hoje descobri uma coisa tão legal que não pude deixar de escrever esse post: o blog do Fernando Meirelles sobre o filme “Blindness”, baseado no livro “Ensaio Sobre a Cegueira”, de José Saramago.

Eu tinha lido o livro há meio ano quando ouvi dizer que o Meirelles estava dirigindo o filme. Fiquei chocada. Um filme sobre esse livro deve ser no mínimo enervante. Digo isso porque o livro é tão puro, tão estéril, que faz a gente se sentir desconfortável ao se perceber tão animal.

Durante aquela semana, a da leitura, eu realmente pensava na história o tempo todo (pobres dos amigos mais próximos, que tiveram de aturar meus discursos deslumbrados). Mas gente, só lendo um livro como esse para a gente ter noção do quanto tudo seria louco se de repente acontecesse uma epidemia de cegueira. Isso sem falar nas inúmeras viagens filosóficas que decorrem dessa metáfora.

O livro está remoendo em mim até hoje e acho que é indício de ser bom. O Saramago escreve de um jeito genial, no começo parece estranho, mas depois que a gente pega o jeito a leitura flui. E ele teve um brilhantismo ao construir sua história num lugar qualquer, com personagens sem nome, numa época não se sabe qual. Poderia ser simplesmente aqui, agora, comigo e com você. Recomendo totalmente.

A primeira coisa que eu pensei quando ouvi falar do filme foi: “como o Meirelles vai mostrar toda a merda que se espalha pelo livro sem que o filme se torne insuportável?”. Porque de certa forma o cocô, em todas as suas variações, exerce um papel fundamental na história. E foi exatamente sobre isso que li hoje no post 6, escrito com muito bom humor e consciência. Não acredito que o filme vá ser tão bom quanto o livro, nunca é, mas estou super curiosa e otimista sobre o trabalho do Meirelles. Corram, leiam o livro antes do filme, tenho certeza de que valerá a pena.

E mais uma notícia inspiradora: hoje choveu. Acho que fazia cinco meses que não chovia… Eu e o Jens corremos para a janela e gritamos “iuhuuuu”. Logo logo outros entusiastas juntaram-se a nós e de repente tinha uma verdadeira torcida nas janelas: gente sorrindo, gritando, assoviando e aplaudindo. Todos com as mãos para fora para sentir a água caindo. Bem bonito de se ver.

Poesia 1

Posted by vanhomrigh | Posted in Poesia | Posted on 01-11-2006

0

Uma poesia que eu adoro sobre quando a gente se apaixona:

Teresa

A primeira vez que vi Teresa
Achei que ela tinha pernas estúpidas
Achei também que a cara parecia uma perna

Quando vi Teresa de novo
Achei que os olhos eram muito mais velhos que o resto do corpo
(Os olhos nasceram e ficaram dez anos esperando que o resto do corpo nascesse)

Da terceira vez não vi mais nada
Os céus se misturaram com a terra
E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas.

(Manuel Bandeira)

Televisão de “nerd”

Posted by vanhomrigh | Posted in Cotidiano | Posted on 30-10-2006

0

Televisão é bom demais! Depois de um dia cansativo, nada melhor do que chegar em casa, deitar no sofá e ficar assistindo besteira na tv, mudando de canal o tempo todo. O chato é que agora estou sem tv a cabo, aí minhas opções de programas televisivos estão muito limitadas.

Como a gente encontra jeito para tudo, passei a assistir tv pelo computador, coisa de nerds! Não é tão confortável (ainda, porque estamos em vias de conectar o micro à tv, tchã-nã!), mas o bom é que na Internet você encontra tudo que quiser assistir na vida. Se for coisa boba, então, o YouTube tá cheio. Um dia passei a noite assistindo vídeos sobre o Ayrton Senna. Tudo culpa de um blog que eu leio, Pensar Enlouquece, que soltou um post sobre ele depois do GP de Interlagos. Outro dia me deu saudades d’Os Normais e passei outro tempão na frente do computador, sem conseguir parar de assistir um videozinho atrás do outro, me acabando de rir. Também teve o dia dos erros de gravação de “Friends”, imperdíveis! E por aí vai…

É meio idiota trabalhar o dia todo com computador e ainda sentar na frente dele em casa, mas gente, convenhamos, computador não é tudo? Vida longa aos nerds!

Vanhomrigh

Posted by vanhomrigh | Posted in Cotidiano | Posted on 25-10-2006

2

O nome do blog tem a ver com a origem do meu nome.

Por volta de 1708, o escritor irlandês Jonathan Swift, cuja obra mais famosa é “Viagens de Gulliver”, conheceu uma mulher chamada Esther Vanhomrigh, de quem foi tutor durante um tempo.

Dizem que essa mulher caiu de amores por ele, mas ele não correspondeu. É uma história meio incerta porque não há provas do que realmente houve. O que se sabe é que Swift deve ter sentido alguma coisa especial por ela, pois em 1713 escreveu um poema sobre o relacionamento entre os dois.

Para preservar a privacidade de ambos, ao invés de usar os nomes verdadeiros no poema, ele criou um codinome para si: Cadenus, e um para Esther: Vanessa. O “Van” ele tirou do sobrenome dela, Vanhomrigh, e o “essa” era o apelido carinhoso de Esther. O poema chama-se “Cadenus and Vanessa” e foi publicado em 1726.

Quem me contou toda essa história foi meu marido, que além de fazer a pesquisa, me deu de presente uma das primeiras publicações do poema, num livro de 1727 (foto). Nem preciso dizer que foi o presente mais lindo, né?

cadenus.thumbnail

Acho essa história o máximo! Sempre adorei o meu nome, mas saber que ele foi uma criação literária de Jonathan Swift o torna mais especial. Que romântico ter um nome inventado! Antes eu achava um pouco chato não achar o significado do meu nome naqueles livros populares, mas agora acho incrível ter um nome sem significado. Sem significado em termos, porque a palavra “Van”, em holandês, é a preposição “de” (que indica origem, procedência) e um dos significados do nome Esther é estrela. Então, no fundo, no fundo, Vanessa significa “da estrela”, ohhhhh!

No final do livro há uma propaganda curiosíssima sobre o próximo lançamento da publicadora: “There is now near finish’d and spedily will be Publish’d, The Mathematical Principles of Natural Philosophy. By Sir Isaac Newton Knt.” Demais!

Agora o pedacinho do poema, onde meu nome aparece pela primeira vez: (repare que o inglês é bem antigo. Naquela época todos os substantivos eram escritos com letra maiúscula)

And said, “Vanessa be the Name,
“By which thou shalt be known to Fame:
“Vanessa, by the Gods enroll’d:
“Her Name on Earth shall not be told.

Teoria da conspiração

Posted by vanhomrigh | Posted in Cotidiano | Posted on 16-10-2006

0

Outro dia ouvi um papo de que o acidente com o avião da Gol foi encomendado pelo PT, com o objetivo de tirar o foco da mídia dos escândalos do governo e aumentar as chances de vitória do Lula no primeiro turno. Gente, o povo não tem vergonha de dizer uma besteira dessas não? É demais, né? Se é para inventar uma teoria da conspirção, que seja ao menos interessante, como há várias por aí.

Eu tenho uma enorme curiosidade por teorias da conspiração. Tipo a de que o homem não foi à lua. Adoro essa. Tem também a de que Elvis não morreu. Essa já acho meio boba. E as várias sobre o 11 de setembro. Chatas! Mas a melhor e mais fascinante de todas é a teoria da Nova Ordem Mundial, que diz que um grupo formado por uma elite (banqueiros, líderes militares e políticos) governa o mundo inteiro secretamente. É de arrepiar os cabelos, gente! Eu tinha um amigo que era fascinado por isso, ele vivia achando profecias na Bíblia que corroboravam suas teorias malucas. Mas não duvido não, sabe? Não duvido, mas não quero ficar paranóica com essas coisas.

Quid Pro Quo

Posted by vanhomrigh | Posted in Cotidiano | Posted on 16-10-2006

0

Ontem, numa conversa despretensiosa no carro, o Jens soltou a expressão “quid pro quo”. Ele pronunciou em inglês, a língua que falávamos na hora, mas eu e o Lucas, um amigo que participava do papo, fizemos a mesma associação ao mesmo tempo: – Quid pro quo? – Quiprocó? (Risos)

Tive de verificar… E não é que é isso mesmo? Quando a gente diz que “rolou o maior quiprocó”, a gente está é usando uma expressão latina com sotaque brasileiro, não é chique? O Jens, quando usou a expressão, quis dizer algo como “isso por aquilo” ou “uma coisa pela outra”, que é o significado mais literal. Mas quem fala Português, Francês e Italiano geralmente utiliza a expressão no sentido de mal entendido, o nosso querido quiprocó.

Descobri nesse artigo do Wikipedia. Adorei!

Metalinguagem

Posted by vanhomrigh | Posted in Poesia | Posted on 13-10-2006

0

Há alguns anos atrás, João Gilberto veio fazer um show em Brasília. Eu, como fã incondicional, estava lá para conferir. Conhecedora da fama de temperamental do moço, fiquei um pouco tensa quando o show começou. O negócio era o seguinte: voz e violão, tudo cantado bem baixinho, no melhor estilo bossa nova. E o povo não parava de tossir. Gente, era um “cof cof”, um senta e levanta, umas pessoas indo ao banheiro toda hora, e a porta de saída para o banheiro fazia aquele “róinnnn” toda vez que alguém passava… Tenso. Passei o show inteiro pensando que ia ser agora que ele ia dar um chilique e sair do palco, para minha tristeza absoluta. Fiquei tão preocupada com isso que nem curti o show direito, que bobeira! Mas valeu, pelo menos pude ver meu cantor preferido cantando “Falsa Baiana” bem ali, no banquinho, à minha frente.

Em outra ocasião, fui a um show do Caetano Veloso. Esse sim, entretenimento puro. Por mais enjôo que eu tenha do Caetano Veloso às vezes, o show dele é sempre muito bom. Então, lá pelas tantas, ele começou a cantar uma canção sobre canções, chamada “Pra Ninguém”. A canção vai citando grandes cantores e as músicas inesquecíveis que interpretaram. Já estava achando a música o máximo, até ele cantar: “Melhor do que isso, só mesmo o silêncio. Melhor do que o silêncio, só João.” Fala sério? Essa música me ganhou para sempre. Fiquei morta de inveja de não ter dito essa frase antes dele. Porque para mim, realmente, melhor do que o silêncio, só João!

Ouvindo “Pra Ninguém” agora, lembrei que uma das músicas citadas é “Sobre Todas As Coisas”, de Chico Buarque e Edu Lobo, interpretada por Gilberto Gil. Essa música é linda demais! Ela foi gravada recentemente pela Maria Rita, numa versão de arrepiar. Vale conferir.

João Gilberto – Falsa Baiana

Caetano Veloso – Pra Ninguém

Gilberto Gil – Sobre Todas As Coisas

6 coisas sobre mim

Posted by vanhomrigh | Posted in Cotidiano | Posted on 10-10-2006

0

Intimada pela Gláucia:

  1. Eu narro tudo o que vou fazer. Para ninguém… sei lá… para mim mesma. Quando morava na casa dos meus pais, sempre cheia de gente, não dava para perceber tanto. Mas agora que eu passo muito tempo sozinha em casa, percebi a loucura: “vou buscar um copo d’água”, “acho que estou com frio, vou fechar a janela”. E no trabalho: “vou buscar um café”. Tudo em voz alta. Coisa de gente meio doida…
  2. Estou lendo um livro chocante: “A Não-Dieta Dos Franceses”. Amo! Acho que a gente gosta dos livros que nos justificam, e esse prega um estilo de vida que já tinha tudo a ver comigo. Leitura obrigatória, falando sério.
  3. Meu QI é 129. Na verdade, o resultado do teste deu 125, mas não sei por que existe uma bonificação de acordo com a idade e o sexo. Não entendo! Quer dizer que se eu fosse homem meu QI seria 125, mas como sou mulher, ganho uns pontinhos de lambuja? Preciso pesquisar sobre isso… Mas menciono o QI aqui como cultura inútil, esse negócio é um pouco bobo. Eu sou amante mesmo é da teoria das múltiplas inteligências, vivo treinando-as. Ainda faço um post sobre isso, aguardem…
  4. Eu não acredito em alergia.
  5. Todo o tempo do mundo é pouco para o tanto de coisas que eu quero fazer todos os dias. Não dá! Quero saber um pouco de tudo sobre tudo, ler todos os livros, ver todos os filmes, ouvir todas as músicas, um desespero.
  6. Eu não sei como “não ser feliz”. Já tentei ficar deprê, me boicotar, mas não tem jeito, quando menos espero, tá lá o sorriso bobo na cara. ;)

Agora intimo o Sami a contar 6 coisas sobre ele.