Quando as coisas são piores do que parecem…

Posted by vanhomrigh | Posted in Cotidiano, Dinamarca | Posted on 04-03-2008

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- Jens, é impressionante, eu estou assistindo esse canal direto, mas ainda não entendo nada! Dinamarquês é muito difícil.

- Vanessa, esse é um canal norueguês.

- Ooops.

PicLens

Posted by vanhomrigh | Posted in News | Posted on 15-02-2008

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Quase me esqueci de comentar uma coisa: quem usa o Firefox precisa instalar esse plug-in, o PicLens, com ele você navega de um jeito bacanérrimo pelas imagens da Internet, coisa do futuro! Me sinto super moderna usando isso. Must have.

Three times first time

Posted by vanhomrigh | Posted in Cotidiano, Dinamarca | Posted on 15-02-2008

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Essa semana foi super legal por três motivos especiais:

  1. Aqui os estudantes têm uma semana de férias no inverno e a minha foi agora. Por isso, tive mais tempo para simplesmente passear. E comecei a me localizar em Copenhague, estou tão feliz. Saí sozinha para um monte de lugares aonde nunca tinha ido e acertei o caminho todas as vezes. Quem me conhece sabe que sou péssima com isso. Estou orgulhosa de mim, me sentindo confiante e menos “handicap”.
  2. Quarta passada fui ao show do The Cure. Foi tudo! Uma catarse total. E o Robert Smith é um urso, um fofo, quero! Comprei uma camiseta com a cara dele e vou dormir com ela toda noite, hahaha.
  3. No show havia, sei lá, umas 6 mil pessoas e, pasmem, eu encontrei uma que eu conhecia! A amiga de uma amiga que eu conheci num jantar. Pode parecer besteira, mas isso me fez sentir tão bem! Me fez sentir em casa, como se eu fosse um cidadão qualquer. E o melhor é que não era uma amiga do Jens, sabe? Era uma pessoa que eu conheci por conta própria. E ela ficou bem entusiasmada por ter me encontrado nesse show, nós pulamos loucamente juntas, e no final trocamos telefones e combinamos de sair. Isso pode significar que eu terei minha primeira amiga dinamarquesa que não veio no “pacote Jens”, não é o máximo?

Agora umas besteiras que não têm nada a ver uma com a outra:

Vocês sabem que aqui na Dinamarca quase não há produção de chocolate? No Brasil existe uma falsa idéia de que os chocolates dinamarqueses são bons. Será que é por causa da loja de chocolates Kopenhague? Pode ser, mas aviso para não cometerem a gafe de comentar sobre os chocolates daqui, acho que eles nem entenderiam… Chocolate bom mesmo, melhor do mundo, é feito na Bélgica.

Essa semana, logo quando eu estava de folga, o Jens começou a estudar. Ele está fazendo um curso sobre produção de documentários. Parece ser muito interessante, ele vai aprender um pouco sobre todas as etapas da produção de um filme, desde a escolha das câmeras até a parte final de produção e distribuição. Ontem ele chegou todo empolgado com o primeiro exercício prático, um filminho de 2 minutos. Pode ser o nascimento de uma estrela.

Está acontecendo uma coisa meio chata aqui. Alguns imigrantes árabes têm organizado uns protestos malucos, queimando carros, escolas, lojas… Parecido com o que acontece na França. Esse é praticamente o único problema social da Dinamarca. E dá para sentir no ar o clima tenso quando a questão são os imigrantes de origem árabe. Eu nem vou comentar esse assunto aqui no blog porque “tudo o que escrever poderá ser usado contra você”, sabem como é? Depois vai ter gente queimando bandeira do Brasil por aí afora, pega mal.

Por falar em imigrantes, encontrei um brasileiro no escritório da imigração quando estava entrando com o pedido de visto. O Jura. Um baiano super figura, que eu saquei ser brasileiro na hora. Primeiro pela linguagem corporal, mas principalmente porque ele estava falando ao celular: “Vai lá para casa, cara, minha irmã vai fazer um rango para a gente”, aí eu comecei a rir, ué, fazer o quê? Ele viu que eu estava rindo e veio falar comigo. Foi ótimo!

O prédio que eu moro foi construído em 1903. Acho que deve ter tido alguma conexão com a Maçonaria, pois nos pequenos e numerosos detalhes espalhados por todo o edifício, há vários símbolos maçons. Quem quiser ver o prédio, há um site sobre ele, com filminho e tudo. Vocês aproveitam e escutam essa linda língua que estou estudando.

A História é realmente valorizada aqui no velho mundo. Eu fico de cara com o tanto que as pessoas sabem! É super normal aqui uma pessoa saber a capital da Letônia ou o nome do presidente da Croácia. Nor-mal! Mas é um pouco mais fácil para eles do que para nós, não há como negar. Aqui eles conhecem as coisas na prática, não só nos livros. Eles já foram à Letônia e têm pelo menos um amigo de um amigo que é croata. E por aí vai… A segunda guerra mundial que a gente estuda na escola, por exemplo, aconteceu aqui, sabe? O avô do Jens escondeu uma família de judeus no porão de casa por mais de um ano quando a Dinamarca foi invadida pela Alemanha. O pai do Jens ainda se lembra de, quando criança, ver as bombas passando no céu e achar bonito, tipo fogos de artifício. Então não dá para comparar a forma como eles encaram essa parte da História com a que a gente encara no Brasil. Quisera eu que todos aí tivessem a oportunidade que estou tendo de trocar experiências com pessoas do mundo todo porque é muito enriquecedor.

Saudades de todos e do Jornal Nacional.

Beijos

Outras coisinhas mais:

Posted by vanhomrigh | Posted in Dinamarca | Posted on 08-02-2008

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  • Cinema aqui tem lugar marcado;
  • O tipo de loja mais comum de se ver são as de bronzeamento artificial;
  • Ninguém trabalha nas lojas de bronzeamento artificial. Tudo é automatizado, você só precisa passar seu cartão de crédito na porta, entrar na loja com sua roupa de banho e deitar na câmera iluminada. Depois de cinco minutos, você sai com um lindo bronzeado “laranja Paris Hilton”;
  • O segundo tipo de loja mais comum de se ver são os salões de cortar cabelo;
  • São raros os verdadeiros salões de beleza aqui, com manicure e depilação. O negócio aqui são só cabelos mesmo;
  • Os cabelos e penteados das dinamarquesas são deslumbrantes, mesmo que elas vivam pedalando para cima e para baixo com um vento de 50 Km/h, não entendo;
  • Nos mercados, as sacolas de plástico para levar as compras para casa têm de ser compradas. O ecologicamente correto é trazer sua própria sacola;
  • Dinamarqueses são super ecologicamente corretos;
  • Dinamarqueses realmente abrem mão do conforto para serem super ecologicamente corretos;
  • Como a mão de obra aqui é caríssima, tudo funciona na base do faça você mesmo. Se você precisa comprar um armário, por exemplo, está enrascado! Além do tempo que você vai gastar tentando escolher um armário de que goste, que caiba no seu quarto e que caiba também no seu bolso, você ainda vai ter que buscar o armário no estoque da loja, carregar sozinho (bom ser casal nessa hora) até o carro, subir com ele até o terceiro andar do prédio onde você mora e que não tem elevador porque foi construído em 1908 (bom ter amigos nessa hora) e por último vai ter que montá-lo sozinho usando apenas uma chave Allen. Super! Multiplique esse processo pelo número de móveis que você geralmente tem num apartamento de dois quartos e você vai entender porque a decoração escandinava é tão minimalista;
  • Quando eu voltar para o Brasil, a primeira coisa a fazer será entrar numa loja de móveis e escolher o maior e mais pesado de todos, só para ter o prazer de vê-lo sendo entregue montadinho no meu apartamento de sexto andar. Que maravilha! E se a entrega demorar dois meses, eu vou me lembrar daqui e esquecer de reclamar;
  • Os escandinavos também fazem piada com a própria desgraça. Essa daqui tem como tema: “se carros fossem vendidos numa loja de móveis”. Boa sorte

Cerveja e senso de humor

Posted by vanhomrigh | Posted in Dinamarca | Posted on 08-02-2008

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O pai do Jens me pediu para anotar e contar para ele as coisas que eu achasse curiosas na Dinamarca, coisas que são diferentes no Brasil. Eu não comecei a anotar propriamente, mas já tenho uma lista mental enorme. Como são observações pessoais, na maioria das vezes bem-humoradas, resolvi anotá-las aqui e dividir com vocês os tais fatos curiosos.

A primeira coisa que eu quero comentar são os comercias de televisão. Em geral, os dinamarqueses têm o senso de humor bem afiado, muito mais sarcástico do que o nosso no Brasil, mas as propagandas deles são um pouco chatas, sinceramente. Há exceções, claro, mas em geral…

Tudo bem que eu ainda não entenda n-a-d-a de Dinamarquês, mas algumas coisas a gente percebe logo. Como as propagandas de cerveja, por exemplo. Aqui eles não usam as mulheres como objeto sexual. Mas como assim? Todo mundo no Brasil sabe que propaganda de cerveja tem que ter mulher bonita quase pelada, é óbvio! Simplesmente porque tem tudo a ver! Aqui eles ainda não entenderam essa lógica!? E mais, as propagandas de cerveja daqui não se passam numa praia cheia de palmeiras e gente suada pegando sol. Dá para entender? Bom, deve funcionar para eles de qualquer forma, porque eles bebem cerveja a valer. E o senso de humor deles deve estar funcionando para mim também, porque esse comentariozinho foi bem sarcástico, não?

“Losti”

Posted by vanhomrigh | Posted in News | Posted on 31-01-2008

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Finalmente!

Ehhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

La Rosière

Posted by vanhomrigh | Posted in Viagems | Posted on 28-01-2008

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Já era noite quando chegamos a La Rosière, não dava para ver direito o tamanho da beleza a nossa volta. Mas acordar de manhã e olhar direto para isso foi uma experiência que nunca vou esquecer. De respirar, entretanto, devo ter esquecido por pelo menos trinta segundos.

Les Alpes

Nossos amigos dinamarqueses são uns fofos, foi bem tranqüilo viajar com eles. E o mais legal de tudo é que o planejamento da viagem não teve que ser um fardo para ninguém. Nós simplesmente estávamos jantando com eles nas férias de agosto e alguém sugeriu uma viagem para esquiar. Todos concordaram que o melhor período seria a semana 4 de 2008 (eles contam as semanas aqui, é incrível, você pode perguntar para qualquer pessoa na rua em que semana do ano estamos, que ela vai saber). Um de nós foi eleito o responsável por providenciar passagens/hospedagem e seis ou sete e-mails depois estávamos no aeroporto, indo para a França. Simples assim: sem confusão, sem furos, sem a enrolação tão peculiar a nós brasileiros.

No primeiro dia, esquiar foi meio sofrido: as botas eram um horror, os skis dois trambolhos que deslizavam totalmente fora de controle, e eu suando dentro daquela roupa absurda. Não há outra coisa a dizer, apenas “Anna-Vera, I want to go hooooome!”

Mas algumas horas depois, quando os skis passaram a ser os dominados do trio, a vida ficou bem melhor. E montanha abaixo é a melhor coisa do mundo! Aprendi tão bem a descer as montanhas, que os aventureiros do grupo me escalaram para fazer parte do “Team Italy” e, no último dia, esquiamos até a Itália. São aproximadamente quatro horas de viagem, contando os minutos sentados nos teleféricos. Duas horas para ir e duas para voltar. Mas fizemos o percurso com calma: chegamos à Itália, pedimos uma pizza, relaxamos um pouco, e depois voltamos para a parte francesa dos Alpes orgulhosos da nossa conquista.

de volta à França

Como de praxe, tivemos a maior sorte do mundo com o clima. Seis dias de céu azul e apenas um nevando, bem no meio dos sete, só para dar uma arrumadinha na neve. Nesse dia, a visibilidade nas montanhas era de apenas dez metros, nem foi legal esquiar… Essa foto foi tirada da mesma varanda da primeira, só para vocês terem uma noção.

nevando

O Dinamarquês engoliu o Francês do meu cérebro. Eu fiquei tão confusa lingüisticamente! Ia dizer “merci”, saía “tak”, “ok” com os dinamarqueses, saía “d’accord”. A sorte foi que os franceses de La Rosière eram os mais bonzinhos do mundo e tiveram paciência em esperar os quarenta segundos do meu tempo de resposta.

Agora, o estarrecedor: a comida de lá foi uma droga! A dos restaurantes, eu quero dizer. Porque quando cozinhamos em casa foi tudo de bom, principalmente porque tínhamos uma chef de primeira no grupo. Então, depois da terceira experiência frustrante em um restaurante local, decidimos comer em casa sempre, à base de muita baguete e muuuuuuiiito queijo!

Mesmo assim, recomendo o lugar totalmente. La Rosière é uma vilazinha super bem cuidada, com toda a infra-estrutura e com pistas de esqui impecáveis. A beleza dos Alpes é tanta que a gente via as fotos uns dos outros e tinha que rir, de tanto que parecia coisa de Photoshop. E esquiar é gostoso demais! Eu passei uma semana me sentindo como uma criança feliz, descobrindo a vida. Não importa se desde o primeiro dia até hoje eu me conscientizo, a cada passo, de que tenho dois joelhos. Esquiar ainda vale a pena.

Brainstorming

Posted by vanhomrigh | Posted in Cotidiano, Dinamarca | Posted on 17-01-2008

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Danmark
Control
Guarana

Vai um post bem doidinho sobre as primeiras impressões e experiências. Jogo rápido porque por incrível que pareça estou com mais coisas para fazer do que horas no dia.

O dinamarquês está acabando comigo. Não o daqui de casa, esse é um fofo, o melhor homem do mundo. Estou falando do idioma mesmo, ô linguazinha cretina. Ontem, véspera da minha quarta aula, passei três horas fazendo dever de casa, literalmente. E a impressão é de que não aprendi nada. Quando escuto as pessoas falando na rua, fico com vontade de chorar só de pensar que eu vou ter de aprender essa língua feiosa. É tanto esforço! E eu nem gosto muito de dinamarquês… Bom, ossos do ofício, reclamei só para desabafar.

Gente, aqui o interruptor que acende a luz do banheiro fica do lado de fora da porta!

Quando chegamos, a família do Jens nos buscou no aeroporto e nos levou direto para nosso apartamento. É lindo! Depois fomos jantar na casa dos pais do Jens e havia uma super festa surpresa para recepcionar a gente. Quase todos os amigos do Jens compareceram e foi muito bom rever todo mundo assim de cara (vamos esquecer as 18 horas de viagem e a necessidade de um banho). Foi bom também para não perder o pique das festas, que estavam a mil em dezembro.

No meu segundo dia aqui, nevou. Eu sabia, eu sempre tenho sorte com essas coisas. Porque nevar não é uma coisa muito comum na Dinamarca, mas todos estávamos torcendo. E foi perfeito porque os sobrinhos do Jens estavam com a gente e nós pudemos fazer boneco de neve, guerra de snowball e foi aquela farra.

O frio é muito gostoso. Hoje, por exemplo, saí de casa às 8, ainda escuro, e fui andando para a aula. Como a gente veste mil camadas de roupas, só o rosto é que sofre mesmo. O nariz e o queixo ficam até dormentes de tão gelados, mas aí você já não sente mais frio neles, hehehe.

Tenho que desabafar 2. Eu o-d-e-i-o o iTunes! AHHHHHHHH!

Hoje fiz minha primeira comida brasileira desde que cheguei. Bolo de milho. Achei um lugar que vende leite condensado bem pertinho de casa. Ficou uma delícia! Fora isso tenho comido as coisas daqui, que eu amo. Todo dia penso em fazer feijão, para não ficar com falta de ferro, mas não dá para ser espontânea nessa hora, é preciso planejar e colocar o feijão de molho com bastante antecedência (não tem panela de pressão aqui, bem). Por isso, vai ficando para depois.

A foto 1 é de uma exposição de arte moderna que a gente foi com o Severin. Para mim foi sensacional porque me diverti mais do que no zoológico olhando os bichos. A maioria das pessoas que vai a esse tipo de evento aqui é alternativa ao extremo, os alternativos/boêmios/emos/punks do Brasil não chegam aos pés do que eu vi nesse dia. Queria ser cara de pau suficiente para tirar foto das pessoas, mas não dá. Apenas acreditem: freak show total.

A foto 2 eu tirei para falar desse filme qua a gente assistiu outro dia. É sobre a vida do Ian Curtis, o vocalista da Joy Division. Eu não sabia a história dele, e é bem triste, mas o filme vale muito a pena pela fotografia, pela atmosfera anos 70s e pela música boa. O ator principal do filme é um fofo, quem for meio groupie feito eu vai se apaixonar na certa. O diretor é um fotógrafo holandês chamado Anton Corbijn que estréia com esse filme. Guardem o nome porque o futuro é promissor.

A foto 3 é só para deixar claro que aqui é apenas um lugar. Tudo pode ser diferente daí do Brasil, mas a pessoa que vos escreve ainda fala português, ouve bossa nova e toma guaraná. (Ontem eu fiz uma travessura e conectei o rádio que a gente tem no banheiro à “Nacional FM Brasília”. Ouvi as notícias e tudo. Se eu quiser, escuto até “A Voz do Brasil”. Mas aí já é demais né? Tenho que evitar).

Poesia 3

Posted by vanhomrigh | Posted in Poesia | Posted on 31-12-2007

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Todo fim de ano gosto de ler essa poesia do Mário Quintana:

Esperança

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

Poesia 2

Posted by vanhomrigh | Posted in Poesia | Posted on 02-12-2007

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Acabei de assistir Marie Antoinette pela décima vez. Para mim esse filme é uma poesia de tão lindo. Amo o jeito doce com que a Sofia Coppola construiu o relacionamento entre a Marie Antoinette e o Louis XVI. Amo que o filme termina antes do trágico fim da vida dos dois (eu tive medo do final antes de assistir). Mas o que me deixa com vontade de ver de novo e de novo e de novo é a beleza visual do filme.

Tem filmes que são bons por retratar a realidade com perfeição, outros pela história que contam, outros por fazer a gente refletir, são muitos motivos. E esse é um filme bom simplesmente pela beleza. As cores, a fotografia, o figurino são um prazer para os sentidos, principalmente porque casados com perfeição a uma trilha sonora excelente.