


Vai um post bem doidinho sobre as primeiras impressões e experiências. Jogo rápido porque por incrível que pareça estou com mais coisas para fazer do que horas no dia.
O dinamarquês está acabando comigo. Não o daqui de casa, esse é um fofo, o melhor homem do mundo. Estou falando do idioma mesmo, ô linguazinha cretina. Ontem, véspera da minha quarta aula, passei três horas fazendo dever de casa, literalmente. E a impressão é de que não aprendi nada. Quando escuto as pessoas falando na rua, fico com vontade de chorar só de pensar que eu vou ter de aprender essa língua feiosa. É tanto esforço! E eu nem gosto muito de dinamarquês… Bom, ossos do ofício, reclamei só para desabafar.
Gente, aqui o interruptor que acende a luz do banheiro fica do lado de fora da porta!
Quando chegamos, a família do Jens nos buscou no aeroporto e nos levou direto para nosso apartamento. É lindo! Depois fomos jantar na casa dos pais do Jens e havia uma super festa surpresa para recepcionar a gente. Quase todos os amigos do Jens compareceram e foi muito bom rever todo mundo assim de cara (vamos esquecer as 18 horas de viagem e a necessidade de um banho). Foi bom também para não perder o pique das festas, que estavam a mil em dezembro.
No meu segundo dia aqui, nevou. Eu sabia, eu sempre tenho sorte com essas coisas. Porque nevar não é uma coisa muito comum na Dinamarca, mas todos estávamos torcendo. E foi perfeito porque os sobrinhos do Jens estavam com a gente e nós pudemos fazer boneco de neve, guerra de snowball e foi aquela farra.
O frio é muito gostoso. Hoje, por exemplo, saí de casa às 8, ainda escuro, e fui andando para a aula. Como a gente veste mil camadas de roupas, só o rosto é que sofre mesmo. O nariz e o queixo ficam até dormentes de tão gelados, mas aí você já não sente mais frio neles, hehehe.
Tenho que desabafar 2. Eu o-d-e-i-o o iTunes! AHHHHHHHH!
Hoje fiz minha primeira comida brasileira desde que cheguei. Bolo de milho. Achei um lugar que vende leite condensado bem pertinho de casa. Ficou uma delícia! Fora isso tenho comido as coisas daqui, que eu amo. Todo dia penso em fazer feijão, para não ficar com falta de ferro, mas não dá para ser espontânea nessa hora, é preciso planejar e colocar o feijão de molho com bastante antecedência (não tem panela de pressão aqui, bem). Por isso, vai ficando para depois.
A foto 1 é de uma exposição de arte moderna que a gente foi com o Severin. Para mim foi sensacional porque me diverti mais do que no zoológico olhando os bichos. A maioria das pessoas que vai a esse tipo de evento aqui é alternativa ao extremo, os alternativos/boêmios/emos/punks do Brasil não chegam aos pés do que eu vi nesse dia. Queria ser cara de pau suficiente para tirar foto das pessoas, mas não dá. Apenas acreditem: freak show total.
A foto 2 eu tirei para falar desse filme qua a gente assistiu outro dia. É sobre a vida do Ian Curtis, o vocalista da Joy Division. Eu não sabia a história dele, e é bem triste, mas o filme vale muito a pena pela fotografia, pela atmosfera anos 70s e pela música boa. O ator principal do filme é um fofo, quem for meio groupie feito eu vai se apaixonar na certa. O diretor é um fotógrafo holandês chamado Anton Corbijn que estréia com esse filme. Guardem o nome porque o futuro é promissor.
A foto 3 é só para deixar claro que aqui é apenas um lugar. Tudo pode ser diferente daí do Brasil, mas a pessoa que vos escreve ainda fala português, ouve bossa nova e toma guaraná. (Ontem eu fiz uma travessura e conectei o rádio que a gente tem no banheiro à “Nacional FM Brasília”. Ouvi as notícias e tudo. Se eu quiser, escuto até “A Voz do Brasil”. Mas aí já é demais né? Tenho que evitar).