Roma

Posted by vanhomrigh | Posted in Viagems | Posted on 22-04-2008

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Roma

Estou apaixonada. Roma foi uma surpresa para mim.

Eu esperava uma cidade interessante, principalmente por causa dos grandes monumentos históricos. Mas não esperava que os monumentos estivessem rodeados por uma cidade tão viva e tão romântica. Ontem, dia 21 de abril, foi o aniversário de 2761 anos de Roma, eu arrepio com isso. Mas a sensação de jovialidade lá foi maior para mim do que aqui em Copenhague, não sei explicar.

O Jens e eu temos um jeito próprio de viajar. A gente não se preocupa muito com visitar todos os pontos turísticos do lugar. A gente escolhe um ou dois e, no resto do tempo, simplesmente anda pela cidade.

Então, no primeiro dia, fomos ao museu do Vaticano para eliminar logo da lista o lugar que é visita obrigatória. Não costumamos contratar guias, mas nesse caso, optamos pela visita guiada. Foi a melhor coisa que fizemos! O guia explicou as obras mais importantes e imprimiu um ritmo perfeito ao passeio, que durou mais de três horas. O museu do Vaticano é tão enorme e tem tanta coisa para ver que, se fôssemos sozinhos, iríamos passar o dia inteiro só no primeiro corredor. Recomendo a visita guiada.

A Capela Sistina é fantástica, mas a experiência de visitá-la como turista é meio decepcionante. Eu imaginava uma capela, um lugar de introspecção e inspiração, em que as pessoas se calariam diante do divino e da beleza. Doce ilusão. Na realidade você entra na capela praticamente arrastado pela multidão que fala alto o tempo todo e teima em querer tirar “aquela” foto, mesmo sabendo que é proibido. Eu bem que tentei respirar fundo e me transportar mentalmente para um lugar onde pudesse admirar o trabalho de Michelangelo em paz, mas fui interrompida constantemente pelos flashes e pelo segurança repetindo “no pictures, no pictures”. Então concluo: fui, vi e tirei da minha lista.

A experiência na Basílica de São Pedro foi um pouco melhor. Como ela é extremamente grande, a multidão fica mais espalhada do que na Capela Sistina, então dá para se concentrar. As esculturas e principalmente os mosaicos não têm explicação, só vendo mesmo. E a Pietá de Michelangelo foi a primeira coisa que realmente me emocionou em Roma. Essa eu quero visitar de novo e de novo e de novo.

O museu tem muitas outras coisas incríveis: os jardins, as catacumbas, as obras que eles roubaram, quer dizer, simplesmente trouxeram do Egito. Mas para aproveitar de verdade é preciso se preparar um pouco, ler sobre as obras, estudar a história do Vaticano, e mesmo assim em um dia não dá para ver tudo.

Eliminado o museu, tiramos o resto do tempo para perambular.

O bom de Roma é que dá para fazer tudo à pé. Parece que uma coisa é grudada na outra, então você dá dez passos e, de repente, “olha o Panteão aqui”! Aconteceu assim conosco. Nós caminhávamos numa ruazinha qualquer e, quando ela acabou, estava ele lá. A visão daquele prédio de quase dois mil anos de idade foi tocante. E o fato dele estar rodeado de prédios residenciais enriquece a experiência, como se o divino e o humano se encontrassem ali na praça. Lindo!

Quero voltar! Amei a comida, amei as pessoas, até os turistas eu amei. Da próxima vez tenho que visitar o Coliseu, que eu só vi por fora, e o Fórum Romano. Viu como é bom não ver tudo de uma vez só?

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